Archive for the ‘Planejamento’ Category

Férias 2010 – O caminho das pedras para hospedagem

24 de janeiro de 2010

Eu amo caçar oportunidades de hospedagem. O lugar ideal, pra mim, é um cantinho bonito, confortável, bem equipado, bem localizado e barato. Não necessariamente nessa ordem. Sou uma defensora ardorosa dos apartamentos/studios, mas às vezes procuro albergues ou hotéis, se vou ficar poucos dias no meu destino.

Por que apartamento?
Antes de qualquer coisa, eu fico mais a vontade em apartamento. O que algumas pessoas veem como vantagem – ter uma arrumadeira todos os dias – me faz ficar desconfortável. Eu gosto de voltar pra “casa” quando estou viajando, e ver que as coisas estão como eu deixei, ainda que em desordem. Além disso, ficar em um apartamento, onde você pode cozinhar, pode baratear bastante sua viagem. E é uma delícia brincar de casinha em uma cidade estrangeira. Ir à padaria pela manhã, fazer compras no supermercado, encher sua geladeira de delícias, abrir um vinho antes de dormir… Eu insisto: é mais confortável (e geralmente mais espaçoso) que hotel, por preço mais baixo que albergue. Por isso, apartamento.

Tá bom, apartamento. Como escolher?
A
primeira coisa que eu tento definir é em que região eu quero alugar o apartamento. Pra isso vale sair perguntando para os amigos que já viveram ou visitaram o lugar, ou procurar dicas em blogs especializados, como por exemplo o Viaje na Viagem, do Ricardo Freire. Definido o(s) bairros onde você gostaria de ficar, parta para o ataque. Procure no Google “nome_da_cidade short term rent” e comece a pesquisar.

Tem dois jeitos que eu sei de alugar. Um é usando agências, como por exemplo essa aqui que eu usei em Buenos Aires. Elas fazem a ponte entre o proprietário e o cliente (você!) e daí ganham uma comissão em cima do valor que você paga. Outro jeito é negociar diretamente com o proprietário. Pra isso eu uso o Homelidays, que é uma espécie de rede social de pessoas que alugam apartamentos de temporada. Você vai lá, pesquisa, analisa bem, entra em contato com a pessoa e fecha negócio.

Antes de fechar negócio eu sempre confirmo as informações do anúncio e peço o endereço exato do lugar. Daí é hora de colocar o Google Maps para funcionar. Jogue lá o endereço e descubra se o apartamento descrito como bem central em Barcelona na verdade não fica pra lá de Barceloneta. Ou se a tal rua tranquila não é uma super avenida movimentada. Se o metrô é perto de verdade ou não. Enfim. Use o Google Maps a seu favor. Olhando pelo street view dá pra ver até a fachada e a janela do apê (olha minha casinha de Lisboa do ano passado que fofa! Minha janela era a do térreo, da esquerda :~~~~).

Tá tudo certo? O apê é bonitinho por fora? A localização tá boa? As avaliações no site são positivas (isso é o mais importante!)? Então se jogue. É bastante comum os proprietários pedirem uma parte do aluguel adiantado, como garantia de que você realmente vai aparecer na data combinada. “E agora, Ligia, como eu faço pra mandar dinheiro pra gringa?” Bão, eu já usei Western Union, mas eles cobram uma taxa meio bizarra, então eu recomendo que você tente negociar com o proprietário o pagamento por PayPal. Também é normal que eles peçam um valor na sua entrada, como caução – vai que você quebra a TV de Plasma novinha deles, né? Esse valor é geralmente pago em dinheiro e devolvido no último dia de estadia, quando o proprietário vai recolher as chaves e verificar o estado do apê.

Não tem mistério! Só é bom se garantir no inglês, para as negociações não terem erro. Até hoje eu não tive problemas.

OW! Eu não quero ficar em apê! Eu quero hotel ou albergue!
Sério?! Po… então tá. O que eu recomendo é que você pesquise os hotéis ou albergues em sites como o TripAdvisor, ou o HostelWorld, ou o Hotels.com, fique de olho nas avaliações, nos prós e contras, e… boa estadia!

Anúncios

Férias 2010 – Hospedagem

24 de janeiro de 2010

Eu sou a malucona do planejamento de viagem. AMO. Geralmente eu coto a passagem com minha agente, porque acho que ela consegue umas tarifas que eu não consigo, mas a hospedagem fica por minha conta.

Dessa vez, imagina, são cinco ou seis cidades (Amsterdam não conta porque vou ficar na casa da minha amiga, né?). E com particularidades em cada lugar. Na Itália vou viajar com a minha mãe, então melhor evitar andares altos sem elevador, e o banheiro é melhor que seja privativo, etc e tal. Em Barcelona vou estar com mais 4 pessoas, então precisávamos de um apartamento espaçoso. Em Paris e na Bélgica, vou estar com um amigo, num esquema qualquer coisa tá bom e tal.

O primeiro lugar que procurei foi Barcelona – até porque o planejamento da viagem começou por lá. Eu queria algo que fosse indiscutivelmente vantajoso pra todo mundo – pra ninguém querer desistir e ir para um albergue. Era legal que o apê fosse perto de onde vai rolar o Primavera Sound, e perto de estações de metro. E perto também das grandes atrações da cidade, já que de todo mundo que vai ficar nesse apê, eu sou a única que tá indo pra Barcelona pela segunda vez.

Depois de olhar uns 3 apartamentos, achei um que parecia muito bom, entre o Parc de la Ciutadella e a Sagrada Familia, a poucos quarteirões do Barri Gotic, e a poucos quarteirões da praia. E a uns 4 km do lugar do show – com ânimo dá até pra ir à pé, vai. Mas sem ânimo, tem metrô pertinho. O apê tem 3 quartos e lugar para 6 pessoas. E vai custar 20 euros por pessoa por dia. :D

Barcelona resolvido, fui pesquisar Roma. Deu trabalho, mas achamos um apartamentinho térreo muito bem recomendado no Trastevere, que segundo eu pesquisei, é um bairro movimentado a noite, com vários restaurantes e bares e gente na rua. Curti. Nossa outra opção era ficar na região do Termini, mas as descrições da região nos desanimaram. O apartamentinho não tem nada de mais, nem TV, só um canto pra gente dormir, uma cozinha pequenininha e um banheiro. Tá ótimo. Vamos pagar 37 euros por dia, cada uma.

Em Florença resolvemos ficar no mesmo lugar que meu irmão ficou ano passado, e que ele recomendou fortemente. Vamos ver se o gosto dele bate com o nosso. É um albergue bem no meio de Florença, parece bem arrumadinho, o dono foi muito atencioso. Cada noite custa 28 euros por pessoa. Mas esse aqui não tem banheiro privativo, ai ai ai…

Em Veneza, quem deu a dica foi o Mac. Um Bed and Breakfast em San Stae, onde ele ficou ano passado com a Lili e amou. Aliás, vejam as fotos de Veneza do Mac e da Lili. Me dá arrepios de ansiedade toda vez que eu vejo. Nesse aí a gente vai pagar 42,5 euros por dia, por pessoa. Salgadinho, mas vai valer a pena.

Em Paris, eu bem tentei fugir do Marais, mas uma força estranha me arrasta pra lá. Hah. Encontrei um apê que me ganhou pela vista. É só olhar pela janela e você dá de cara com os canos coloridos do Beaubourg. É só descer pro térreo (de elevador, olha que milagre!) e você está na escadaria do metrô Rambuteau. Alguns poucos quarteirões e você está na Île de la Cité. Será que eu consegui um apê ainda melhor do que o do ano passado?! O preço é amigo, 33 euros por noite, por pessoa. Aiaiai.

Os apartamentos todos eu achei no Homelidays, como fiz no ano passado. Tomara que seja uma experiência boa, como tem sido desde que entrei nessa de alugar apartamento. Sou super defensora desse estilo de hospedagem, acho infinitamente melhor que hotel, e na maior parte das vezes sai mais barato que albergue (sem contar o conforto…).

Pra alugar apartamento você pode procurar por uma agência, ou negociar diretamente com o proprietário – o que sai mais barato. No Homelidays negocia-se direto com o proprietário. Como não há garantias, o negócio é feito meio na confiança, eu aconselho sempre ficar de olho nas avaliações que cada apartamento/proprietário recebeu (lá no pé da página de cada anuncio), e prestar muita atenção na descrição do apartamento, o que tem e o que não tem. Escolha bem e as chances de dar errado são muito pequenas.

Eu só não procurei apartamento em Florença e Veneza porque só vamos ficar 3 noites em cada lugar, e daí não é tão vantajoso alugar apê. Mas se alguém tiver alguma recomendação, pode deixar aí nos comentários!

Ah! Veja aqui onde eu fiquei, ano passado, em Lisboa, Madrid, Barcelona e Paris. Com vídeos!

Férias 2010 – pra onde eu vou?

18 de janeiro de 2010

Não vou mentir: estou pensando nas férias de 2010 desde que voltei das férias de 2009. Eu amo meu trabalho, mas gosto muito mais de ficar de papo pro ar, viajando de preferência.

Mas que difícil decidir o que fazer das férias! Por muito tempo minha convicção era: vou ficar em São Paulo mesmo, economizando dinheiro, quero comprar um apê, estudar fora, ou qualquer coisa assim. Mas o bichinho viajador é fogo. E daí eu decidi que ia pra NY com minha mãe. Porque a gente nunca foi para os Estados Unidos, e a passagem tá baratinha, meu irmão acabou de voltar de lá empolgado, etc etc etc.

Cotei passagens e comecei a pesquisar hospedagem. E comecei a passar nervoso. FOI MAL, pra mim 100 dinheiros a diária é CARO, e eu não tava achando nada mais barato que isso por lá. E o que achava na faixa dos 100 dólares era MUQUIFO. Eu sou obcecada por achados, gosto de ficar em lugares legais e baratos, e essa busca sem resultados positivos por hospedagem em NY tava me frustrando muito.

Daí que um amigo meu um dia me diz: “Ligia, comprei o ingresso pro Primavera Sound“. O Primavera vem a ser um festival de música em Barcelona que é reconhecidamente um dos mais bacanas do mundo. Os palcos são de cara para o mar Mediterrâneo. E no line up desse ano estão bandas como Pavement, Wilco e Pixies. Arrepiei.

Eu não gostei muito de Barcelona, confesso. Não me emocionou. Eu nem achei que fosse voltar pra lá tão cedo. Mas daí outro amigo meu comprou ingresso pro festival. E outro. E as datas do festival coincidiam bem com a época em que eu gosto de tirar férias. Hm… entrei no site e comprei meu ingresso. Pronto. Estava decidido meu destino nas férias: Europa again.

Mas e a tradição de viajar com minha mãe nas férias? Dessa vez eu iria viajar com os amigos e largar ela por aqui? Sacanagem, né? Conversei com ela e acertamos que antes de eu ir para Barcelona, iríamos juntas para outro lugar. Pensamos, pensamos e decidimos ir para a Itália. Roma, Florença e Veneza, o basicão para uma primeira vez. De Veneza ela volta para o Brasil, e eu sigo para Barcelona.

Muito bem. Mas eu que não quero ir para a Europa para ficar só 15 dias. Decidi que ia para Amsterdam visitar uma amiga que mora lá. Só que entre Barcelona e Amsterdam existe um país-zinho besta chamado França, e uma cidade irresistível chamada Paris. Convoquei um dos amigos que vão estar em Barcelona para seguir comigo: uma semana em Paris, uns dias em Amsterdam.

Masssss entre Paris e Amsterdam rola uma Belgiquinha. O que custa alugar um carro em vez de pegar um trem ou avião e enfrenttar os 500 e poucos km que separam Paris e Amsterdam de carro? Então esse é o plano: sair de Paris de manhãzinha, parar em alguma cidade da Bélgica (sugestões?), encher a cara de cerveja, dormir uma noite por lá e no dia seguinte seguir para Amsterdam.

Então ficamos assim: SP – Roma – Florença – Veneza – Barcelona – Paris – algum lugar na Bélgica – Amsterdam – SP. UFA. Coragem para essa maratona.

Estou ansiosaaaaa! Socorro! No próximo capítulo, passagens e hospedagens, essa eterna luta.

A mala

3 de maio de 2009

Terror dos terrores! O tanto que eu gosto de planejar uma viagem é inversamente proporcional ao tanto que eu gosto de fazer mala. Eu AMO planejar. Eu ODEIO fazer mala. Mas faz parte, então vamos lá.

Durante a viagem eu invejei muito quem viaja de mochila nas costas. É bem mais fácil quando você precisa subir e descer escadarias eternas no metrô. Rodinhas não adiantam NADA nestas horas. Então se você é jovem e cheio de vida, não hesite em fazer uma mochilona em vez de uma malinha de rodinha. Você vai me agradecer quando estiver na quarta baldeação no metrô. 

Uma dica básica, mas que deve ser levada à sério: nunca vá com a mala cheia. Você VAI comprar coisas na sua viagem e não vai querer ter de optar entre trazer suas compras ou suas roupas (eu optei por deixar uma calça jeans em Paris, mas principalmente porque ela foi tão usada que acabou rasgando no meio das pernas.

Mesmo se você for fazer uma viagem meio longa, seja esperto e faça uma mala leve e pequena. Você sempre vai poder lavar suas roupas no apartamento que você espertamente alugou ou em uma lavanderia automática.  Se você é mulher e tem calafrios só de pensar em aparecer em todas as fotos usando as mesmas roupas, seja sagaz e invista em lenços, brincos, chapéus, tiaras, cintos e coisas leves e pequenas que, usando bem, mudam seu visual.

Daí uma coisa muito importante. Consulte a previsão do tempo para fazer sua mala. Não adianta se você for fazer uma viagem longa, mas pelo menos você saberá o que te espera no primeiro destino. Eu recomendo o Weather Channel pra isso. Se você for neurotiquinho como eu, procure as médias historicas para a época em que você estará nas cidades. Dá pra ter uma boa noção.

De qualquer forma, não pire e leve a casa nas costas. Você sempre pode comprar o que precisar onde estiver. E meias, calcinhas, cuecas, toalhas, camisetas básicas e afins são bem baratinhas, caso você precise comprar. Por onde você for vai encontrar C&As, Zaras, H&Ms, Top Shops e similares. NÃO TEMA.

Leve seu tênis mais confortável.
Leve uma canga ou um panão pra você poder deitar na grama sem sujar sua tão preciosa roupinha.
Leve chinelos, sempre.
Leve os remédios que você está habituado a tomar nas emergências (dor de barriga, febre, gripe, dor de cabeça, dor muscular)
Se você for menina, leve um alicate de cutícula – foi o que mais me fez falta.

Hospedagens

3 de maio de 2009

Em 2008 eu viajei para Buenos Aires, e em vez de reservar um hotel ou uma cama em um albergue, resolvi alugar um apartamento. Desde então, eu nem considero muito outra opção de hospedagem, especialmente quando vou ficar uma semana ou mais no mesmo lugar e quando não estou viajando sozinha.

Pesquisando bem dá pra achar apartamentos bem localizados, equipados e bem decorados com preços MENORES que albergues. Sério. Fora que é muito mais gostoso chegar no fim de um dia puxado em um apartamento com quarto, sala, cozinha, banheiro, tudo espaçosinho e mais legal do que a cama de um quarto de hotel apertado. 

E a delícia que é brincar de morador da cidade que você está visitando? Ir ao supermercado, comprar pão, vinho, tomar o café-da-manhã do seu jeito, e, se for o caso, até economizar nas outras refeições também, cozinhando em casa mesmo. E se você tiver amigos na cidade que vai visitar, pode recebê-los pra uma festinha em casa e tudo. Preciso falar mais alguma coisa pra convencer que alugar apartamento é uma grande pedida?

Na viagem pra Europa eu achei os apartamentos em que fiquei no Homelidays. Não é uma agência imobiliária, mas uma espécie de classificado de imóveis para alugar. Você vai lá, busca exatamente o que quer, e pode ver fotos, vídeos e ler as avaliações de quem já se hospedou por lá. Eu passei muitas horas pesquisando até achar exatamente o que eu queria, e vou te falar que vale a pena. A única cidade em que optei por ficar em hotel foi Madrid, porque achei um baratinho que me parecia bom, e no fim das contas foi bem funcional mesmo. 

Vamos lá. Em Lisboa eu fiquei neste apartamento aqui, no bairro de Penha de França. Pagamos 42 euros a diária. Eu recomendo MUITO este apartamento. O bairro é residencial, tranquilo e charmoso, tem metrô perto, pontos de ônibus e de táxi perto, e tudo que você pode precisar ao redor (tipo banco, farmácia, restaurante, padaria, etc). A decoração é fofa (dá-lhe IKEA), as camas confortáveis e os proprietários extremamente atenciosos e amáveis. Sem contar que o apartamento tinha TUDO que a gente podia precisar, inclusive uma caixinha de costura para se fosse o caso de pregar um botão. E tem a vantagem suprema e absoluta de ser térreo, o que é maravilhoso depois de um dia de sobe-e-desce ladeira. E ah! Tem internet wireless. Puts, que saudade desse apê!

(Perdoem os meus cabelos nesse video, a gente estava arrumando mala quando eu lembrei de filmar o apê, nem passei um pente)

———————————————————-

Em Madri fiquei no Hostal Gonzalo, que também recomendo. Não tem luxo nenhum, glamour nenhum, mas é funcional e honesto e barato. Pagamos 55 euros a diária de um quarto duplo e pequeno. Camas boas, tudo muito limpo, um armário modesto, um banheiro sem nada de especial (tinha banheira, mas isso nem é vantagem na Europa – lá você tem comemorar se tem chuveiro, e nesse tinha um bem bom). O bom desse hotel é a localização, do ladinho do Paseo del Prado, do Museo del Prado, do Reina Sofia, do Caixa Forum, do Parque do Retiro, das Cibeles, do Thyssen Bornemisza, da estação de Atocha… enfim. E ainda assim em uma rua tranquila e silenciosa a noite. E cheia de bares e restaurantes legais em volta. Vale muito a pena. Ah, importante: fica no 3o. andar de um prédio. Tem elevador, mas é daqueles do século retrasado, que você abre e fecha a porta com a mão e que só cabem 2 pessoas. Se você tem problemas com isso, nem arrisque. Eu acho um charme ;)
 

———————————————————-

Em Barcelona eu fiquei em um apê que não recomendo e não vou linkar. A localização era fantástica, em Gracia, ao lado da Plaça Rius i Taulet (ou Plaça de la Vila de Gracia) e o preço foi o melhor que eu achei (60 euros por dia). No entanto o apê é mal conservado, meio toscão e caindo aos pedaços. As camas são ruins, e eu me arrependi um pouco nessa economia. E ah, fica no 3o. andar sem elevador, o que no dia a dia não é tão ruim, mas pra subir e descer as malas foi meio trevas. Se você mesmo assim quiser o link desse apê me pede nos comentários (e deixe seu e-mail) que eu te passo em PVT.

 

———————————————————-

Em Paris ficamos em outro que eu recomendo MUITO. Ele só perde do apê de Lisboa por causa do tamaninho: esse é um studio minúsculo, que serviu bem a duas pessoas, mas mais do que isso eu não arriscaria. Também maravilhosamente localizado, no Marais, com preço bom (pagamos 69 euros a diária), bem decorado, bem equipado, confortável, silencioso e térreo! E o proprietário também é muito, muito atencioso. Coisa linda! Pra conhecer você pode acessar o site do apê ou o link no Homelidays.

As passagens

3 de maio de 2009

No fim das contas, comprar as passagens com oito meses de antecedência foi a melhor coisa que eu podia ter feito. Primeiro porque dei sorte e peguei o dólar baixinho, na casa dos R$1,60, o que fez com que as passagens saíssem por cerca de R$ 2000,00 (reais mesmo. Não é euro não). Segundo porque como parcelamos em 6 vezes, então antes de viajar já havíamos pago tudinho. 

Depois o dólar disparou, como todo mundo sabe, então se não tivessemos comprado com antecedência, corria até o risco de desanimarmos por causa do preço da passagem.

Os trechos voados foram:
São Paulo – Madrid;
Madrid – Lisboa;
Lisboa – Madrid;
Barcelona – Paris;
Paris – Madrid;
Madrid – São Paulo

Tudo incluso no preço lá de cima. Mandamos bem ou não?

Para Barcelona fomos de AVE, o trem de alta velocidade espanhol, e pagamos 43 euros. Depois eu falo mais sobre essa ida de AVE para Barcelona, mas desde já recomendo fortemente.

Um bom observador deve ter sacado que voamos de Iberia, o que eu não recomendo fortemente, mas também não “desrecomendo”, pelo simples fato que a Iberia é barateira, então talvez seja a melhor opção para o viajante econômico,  como eu.

Eu sei que existem as low costs, mas sinceramente, não acho que seja a melhor opção para quem vai viajar desde o Brasil e passar bastante tempo viajando. A menos que você tenha o dom de viajar com uma malinha pequena ou uma mochilinha, eu acho que não vale a pena, porque você tem de pagar extra de bagagem, os aeroportos normalmente não são os mais próximos dos destinos, você corre mais risco de sofrer com atrasos, etc etc etc. Acho as low costs sensacionais para quem, por exemplo, mora na Europa e faz viagens de final de semana ou feriado para os países próximos, mas considere orçar todos os trechos com a companhia que vai te levar para a Europa, que talvez você ganhe em conforto e praticidade.

Como tudo começou

3 de maio de 2009

Como começa uma viagem? A minha eu nem sei quando foi que começou a ser sonhada. Eu acho que todo jovem terceiro mundista capitalista pseudo sofisticado sonha em conhecer a Europa, e eu não era exceção. Essa vontade surge mais ou menos quando a gente começa a se achar muito adulto pra ir pra Disney – bobagem.

Enfim. Eu sempre quis ir pra Paris. Desde quando eu era uma pequena leitora da revista Capricho e a Monica Figueiredo era a diretora de Redação. Daí lá pelos 20 anos eu encasquetei com Lisboa, culpa das minhas raízes lusas e de um amigo desnaturado que cuidou de não estar na cidade quando eu finalmente consegui ir pra lá. E entre as duas cidades tinha a Espanha, então por que não dar um pulinho lá também? E assim se definiu o roteiro dentro da minha cabeça: Lisboa, Madri, Barcelona e Paris. 

Quanto tempo eu tinha? Minhas férias são de um mês, então decidi tirar uma semana para arrumar as malas e cuidar da vida no Brasil, e três semanas e pouco pra gastar sola de sapato pela Europa. E quando eu iria? Abril em Portugal e Primavera em Paris são clássicos. Então ia ser em abril mesmo. Uma semana em Lisboa, uma semana na Espanha (4 dias em Madri e 3 em Barcelona) e oito dias em Paris. 

Chamei minha mãe pra viajar comigo. Ela é uma boa companhia, e, assim como eu, nunca tinha ido pra Europa. Ela se animou. Comprei as passagens, reservei as hospedagens e… esperei OITO meses. Quase uma gravidez. Porque eu não sei se você notou, mas eu sou ansiosa. Pra caramba.