Archive for julho \14\UTC 2009

Catedral de Barcelona, Barri Gotic, o Mediterrâneo e o dia em que mais caminhei na vida (até então)

14 de julho de 2009

Na hora de planejar a viagem, decidimos, minha mãe e eu, que iriamos passar uma semana em cada país. Na hora de dividir os dias entre Madri e Barcelona, nos pareceu razoável deixar 4 dias para Madrid e 3 para Barcelona. E realmente foi uma boa decisão, mas o resultado foi que nossa estadia curta em Barcelona requeriu muito ânimo e despertador tocando logo cedo para dar conta de fazer tudo que a gente queria fazer.

Daí é legal falar que, poxa, são férias, a gente devia se dar o direito de descansar (e fizemos isso em Lisboa, dormindo até tarde alguns dias e curtindo uma preguicinha), mas por outro lado era nossa primeira vez por lá, e quem disse que a gente resiste a fazer maratonas turísticas, ainda mais passando por lugares bonitos e em um dia perfeitamente ensolarado – mas friozinho na sombra?

Então naquele sábado a gente madrugou e foi direto para a Catedral de Barcelona. Bela caminhada, com direito a Passeig de Gracia, Plaça de Catalunya, Ramblas e um pouquinho de Barri Gotic. Ao chegar lá, a decepção. A fachada estava coberta com um mega banner da Telefònica, que patrocina a reforma da Catedral. Po!

Banner uó :(

Banner uó :(

Depois meu amigo Gus, que mora lá há uns 5 anos, me contou que nesse tempo todo ele nunca viu a fachada da igreja, porque ela está em reforma desde essa época. QUE VACILO, fiquei realmente decepcionada.

O coro, deslumbrante. Acho que mais que o altar inclusive

O coro, deslumbrante. Acho que mais que o altar inclusive

Mas beleza. Por dentro ela é linda, e de fato não estava lotada. Valeu a pena acordar cedo pra ir pra lá. As capelas são lindas, o coro é todo cheio de detalhes, vale a pena gastar tempo observando. Tem um elevador meio escondido que te leva para o telhado (sim, eu sou meio obcecada por SUBIR nos lugares. Torres, telhados, de escada ou elevador. Eu curto ver as coisas por cima), e é muito legal, a vista da cidade é linda e diferente da vista da Sagrada Familia. Você não fica tão no alto e tal. Paga-se um dinheirinho pelo passeio de elevador, uns 2 ou 3 euros.

Olha uma gaivota que bonitinha :) Achou?

Olha uma gaivota que bonitinha :) Achou?

Por fora ou por dentro da Catedral você pode chegar ao claustro, que tem um jardim bonito, com uma fonte, patos e peixinhos. Mas a essa hora já estava tudo lotado demais. Que bom que acordamos cedo! Seguimos nosso caminho pra fora da Catedral cheiona.

Lindo, lindo. Mas faltava paz naquele sábado de manhã

Lindo, lindo. Mas faltava paz naquele sábado de manhã

Daí fomos caminhando pelas ruelinhas do Barri Gotic meio sem rumo. As ruas já são uma atração, estreitas, escuras, úmidas. Andamos, andamos e fomos parar na Plaça Reial, super bonita, cheia de barzinhos e quetais em volta. Me deu uma invejinha das pessoas que estavam por lá de bicicleta, então fica a dica, deve ser ótimo alugar uma bike ou pegar uma excursão de bicicleta… a cidade é plana, cheia de ciclovias, super convidativa pra pedalar.

Bom lugar para esticar as pernas e descansar um pouquinho. Foi o que fizemos

Bom lugar para esticar as pernas e descansar um pouquinho. Foi o que fizemos

De lá pegamos as Ramblas e andamos até o Port Vell. Na boa, todo mundo fala das Ramblas, eu não achei muita graça. Valeu, gente fazendo estátua viva e pintanto retratos ruins eu vejo no centro de SP. Acho que nem fotografei, achei chatão mesmo.

Já portos, barcos e mar eu adoro.  :)

Aí sentamos para comer uma maçã e tomar um solzinho. Tava frio, juro.

Aí sentamos para comer uma maçã e tomar um solzinho. Tava frio, juro.

Andamos, andamos, andamos (e andamos, e andamos) beirando o mar. Belas paisagens, pessoas maravilhosas e uma banda ali, outro artista de rua acolá… dá nervoso só de pensar como deve ser o verão lá, uma coisa “tudo acontece aqui e agora”. Deve ser foda (mas não pra mim, que detesto temperaturas acima de 25 graus).

Daí chegamos em Barceloneta, que eu imaginei que seria um bairro tosco e nem é. É charmosinho, de pescadores, com casinhas, uma fofura! A praia é estranha, devo dizer. Tem sistema de som, uma areia que parece de construção, gente fazendo topless (isso é legal!) gente tomando sol de underwear… divertido, vá. Tomei coragem, troquei meus tênis por chinelos e pus o pezinho no Mediterrêneo, verdinho, salgado (duh) e geladíssimo.

Cheia de sinalizações, sistema de som, tá mais pra parque do que pra praia...

Cheia de sinalizações, sistema de som, tá mais pra parque do que pra praia...

Seguimos caminhando. Vimos velhinhos jogando dominó, crianças brincando num brinquedo todo de design ousado (hah), e um patinador que quase atropelou uma senhora. A senhorinha xingou: BOLUDO!; e recebeu como resposta um BOLUDA! que arrancou risos de todo mundo que estava perto. Po, tava um clima genial, eu queria ficar lá a beira-mar pra sempre. Mentira, não queria não. Mas que estava bom, estava.

Seguimos andando (ééééé) até chegarmos no Port Olimpic, em frente à Vila Olímpica. Olha, isso é bem particular, mas eu me emocionei com todas as coisinhas que me remetiam às Olimpíadas de Barcelona, são os primeiros Jogos Olímpicos de que me lembro com clareza. Passeamos por lá um pouco, é uma área muderna, com esculturas e prédios imensos e tal.

Esse aí é o Peix d'or, de Frank Gehry. Não sei se gosto.

Esse aí é o Peix d'or, de Frank Gehry. Não sei se gosto.

Tá. Aí, adivinha: andamos. Fomos beirando o Parc de la Ciutadella até chegarmos ao Passeig de Lluis Companys, onde fica o Arc de Trionf de Barcelona. No sábado tava rolando uma feira lá, a Feria de la Tierra. Cheeeeeeia de coisas naturebas, uma delícia. “Almoçamos” uma quiche de queso y vegetales maravilhosa. Devia ser a fome, comemos aquilo em cima de um pedaço de papelão, e parecia um MANJAR. Hehehehe.

Feria de la tierra, recomendo! Lá no fundo, o Arc de Triomf :)

Feria de la tierra, recomendo! Lá no fundo, o Arc de Triomf :)

Daí de lá fomos para casa, em Gracia. Pra descansar? NÃO. Pra pegar a encomenda que o meu amigo Gus fez pra mim: Tangs de sabores diversos. Acho hilários esses pedidos que brasileiros expatriados fazem, serião. TANG? SUCO TANG? Levei uns 30 pacotinhos. Daí toca descer o Passeig de Gracia inteirinho de novo, até a Plaça de Catalunya, onde ele trabalha. Sentamos num barzinho ali no comecinho do Raval (acho), bebemos muitas cervejas e colocamos a conversa de anos e anos em dia. Delícia :)

DAÍ SIM voltamos pra casa (andando de novo). Eu calculei essa rota no Google Maps, deu uns 25 km. Sério. Não foi à toa que na volta pra casa eu tive que sentar várias vezes nos bancos do Passeig de Gracia. E até derramei umas lágrimas de dor no pé. Mas faria tudo de novo, igualzinho! :)

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Sagrada Familia

12 de julho de 2009
Né? Portico de la Passion.

Né? Portico de la Passion.

Chegamos em Barcelona na hora do almoço, nos instalamos no apartamento e depois de almoçar em um restaurante peruano (!) perto de casa resolvemos ir até a Sagrada Familia. Não era muito longe do apartamento e nos pareceu uma boa ideia fugir da chuva num programa indoor.

Dona Regina sorridente com o guarda-chuva madrileño

Dona Regina sorridente com o guarda-chuva madrileño

Bom, é até bobagem dizer isso, mas a Sagrada Familia é OBRIGATORIA. Sério. É uma igreja monstruosa, com uma história comovente, feita por um gênio, e que ainda está em construção. Quando eu lia que a Sagrada Familia estava em construções e tal, não fazia ideia do que isso realmente queria dizer. Então quando eu entrei na igreja foi um choque: alou, isso aqui é um canteiro de obras! Com cheiro de cimento fresco, e homens trabalhando por toda a parte.

Canteiro de obras de luxo

Canteiro de obras de luxo

Passado o choque inicial você começa a observar os detalhes. Eu não conseguia parar de pensar no quanto deve ser sensacional você participar da construção de uma obra tão grandiosa e importante. E projetada por Gaudì, po! Os vitrais, as colunas, as fachadas, os pináculos… é tudo de chorar de lindo.

O teto, as colunas super orgânicas, tipo árvores e seus galhos...

O teto, as colunas super orgânicas, tipo árvores e seus galhos...

Se você não tiver medo de altura pegue o elevador que leva às torres: você vê os pináculos de pertinho e ainda tem uma vista linda da cidade. Não perca também o museu que tem lá: você vai poder ver fotos, maquetes, projetos, várias coisas que vão te fazer entender melhor a cabeça louca do Gaudì. Vale cada minuto de fila e cada centavo de euro (o ingresso da Sagrada Familia custa 11 euros, o elevador acho que é 3 euros)

Lá em cima. Muito frio, uma vista de tirar o fôlego e os pináculos logo ali

Lá em cima. Muito frio, uma vista de tirar o fôlego e os pináculos logo ali

Ah! Foi na Sagrada Familia que eu vi um dos homens mais lindos da viagem toda – um segurança INCRIVEL que ficava perto dos elevadores. Aliás, em termos de homens bonitos, a Espanha foi um espetáculo. ;)

OBRIGATORIO. Sério. É uma igreja monstruosa, com uma história comovente, feita por um gênio, e que ainda está em construção. Quando eu lia que a Sagrada Familia estava em construções e tal, não fazia ideia do que isso realmente queria dizer. Então quando eu entrei na igreja foi um choque: alou, isso aqui é um canteiro de obras! Com cheiro de cimento fresco, e homens trabalhando por toda a parte.
Passado o choque inicial você começa a observar os detalhes. Eu não conseguia parar de pensar no quanto deve ser sensacional você participar da construção de uma obra tão grandiosa e importante. E projetada por Gaudì, po! Os vitrais, as colunas, as fachadas, os pináculos… é tudo de chorar de lindo.
Se você não tiver medo de altura pegue o elevador que leva às torres: você vê os pináculos de pertinho e ainda tem uma vista linda da cidade. Não perca também o museu que tem lá: você vai poder ver fotos, maquetes, projetos, várias coisas que vão te fazer entender melhor a cabeça louca do Gaudì. Vale cada minuto de fila e cada centavo de euro.

Barcelona – pra começar

11 de julho de 2009
Eu podia começar dizendo que Barcelona me decepcionou, mas não estaria sendo justa. A verdade, para ser sincera, é que não criei expectativas suficientes sobre Barcelona para ela me decepcionar. Ainda em São Paulo eu comecei a torcer o nariz para a cidade, porque foi TÃO difícil achar hospedagem boa e barata… foi tão difícil que eu acabei optando por uma ruim e barata. Confesso que pensei em riscar Barcelona do meu roteiro algumas vezes: porque foi difícil achar hospedagem, porque das cidades que eu tinha escolhido era a que menos me empolgava, porque nem ler livros e assistir Vicky Cristina Barcelona me deixou animada.
Mas a gente já tinha comprado as passagens de avião, e nosso voo para Paris sairia de Barcelona. E era nossa chance de viajar de trem-bala, algo que realmente me empolgava. E era minha chance de por os pés no Mediterrâneo. E tantas pessoas que amavam Barcelona não poderia estar erradas, né?
Acontece que nas minhas pesquisas pré-férias eu constatei uma coisa. As pessoas se dividem em dois grupos: os fãs de Madrid e os fãs de Barcelona. E eu posso dizer com toda a certeza que sou uma fã de Madrid. Tenho uma birra de cidades praianas (ainda mais uma com praias CONSTRUIDAS). E tem mais fatores, né? A gente já estava cansada… e a proxima parada era Paris, essa sim que eu sonhava conhecer desde criança. Eu só queria que Barcelona passasse logo! :P
Boba, né? Eu preciso voltar lá com mais tempo, com mais amigos, com mais pique, no verão, com a cabeça mais aberta e um biquíni na mochila, eu sei. Mas como ainda não voltei, nem sei quando vou voltar, é das minhas experiências passadas que eu vou falar.
A cidade é linda, isso é indiscutível. As placas em catalão são curiosíssimas, tentar decifrá-las a cada esquina é bem divertido. Tentar entender essa coisa da Espanha ter tantas nações dentro dela é muito bom também – se você tiver a chance de conversar com um catalão sobre o assunto, não perca a oportunidade. Talvez você se irrite com a soberba dessa gente, mas eles têm seus motivos.
As pessoas são muito elegantes, muito bem vestidas (mais do que em Paris, juro!) e o Passeig de Gràcia é uma experiência: muita riqueza, gente bonita e obras de Gaudì aqui e ali. A linda Manzana de la Discordia, La Pedrera, e tantas outras. Como eu fiquei em Gràcia, subi e desci o Passeig pelo menos duas vezes por dia. Uma delícia!
Falando em Gaudì, a Sagrada Familia é sim imperdível, impressionante e emocionante. O Parc Güell também, e talvez tenha sido um dos meus lugares preferidos.
Enfim, foi onde eu fiquei menos tempo (3 dias), e provavelmente onde tive os dias mais puxados: tanto que nem deu tempo de curtir a noite. Em 3 dias a gente viu tudo o que queria ver, mas talvez, se eu pudesse voltar no tempo (e se tivesse tempo de sobra), dedicaria uns 5 dias a Barcelona, para viver o dia e a noite e ter tempo para fazer nada. Quem sabe numa próxima vez…
Olá, Barcelona :)

Olá, Barcelona :)

Eu podia começar dizendo que Barcelona me decepcionou, mas não estaria sendo justa. A verdade, para ser sincera, é que não criei expectativas suficientes sobre Barcelona para ela me decepcionar. Ainda em São Paulo eu comecei a torcer o nariz para a cidade, porque foi TÃO difícil achar hospedagem boa e barata… foi tão difícil que eu acabei optando por uma ruim e barata. Confesso que pensei em riscar Barcelona do meu roteiro algumas vezes: porque foi difícil achar hospedagem, porque das cidades que eu tinha escolhido era a que menos me empolgava, porque nem ler livros e assistir Vicky Cristina Barcelona me deixou animada.

Se ainda tivesse um Javier me esperando...

Se ainda tivesse um Javier me esperando...

Mas a gente já tinha comprado as passagens de avião, e nosso voo para Paris sairia de Barcelona. E era nossa chance de viajar de trem-bala, algo que realmente me empolgava. E era minha chance de por os pés no Mediterrâneo. E tantas pessoas que amavam Barcelona não poderia estar erradas, né?

Acontece que nas minhas pesquisas pré-férias eu constatei uma coisa. As pessoas se dividem em dois grupos: os fãs de Madrid e os fãs de Barcelona. E eu posso dizer com toda a certeza que sou uma fã de Madrid. Tenho uma birra de cidades praianas (ainda mais uma com praias CONSTRUIDAS). E tem mais fatores, né? A gente já estava cansada… e a proxima parada era Paris, essa sim que eu sonhava conhecer desde criança. Eu só queria que Barcelona passasse logo! :P

Boba, né? Eu preciso voltar lá com mais tempo, com mais amigos, com mais pique, no verão, com a cabeça mais aberta e um biquíni na mochila, eu sei. Mas como ainda não voltei, nem sei quando vou voltar, é das minhas experiências passadas que eu vou falar.

Linda, linda, linda. Não dá pra negar.
Linda, linda, linda. Não dá pra negar.

A cidade é linda, isso é indiscutível. As placas em catalão são curiosíssimas, tentar decifrá-las a cada esquina é bem divertido. Tentar entender essa coisa da Espanha ter tantas nações dentro dela é muito bom também – se você tiver a chance de conversar com um catalão sobre o assunto, não perca a oportunidade. Talvez você se irrite com a soberba dessa gente, mas eles têm seus motivos.

As pessoas são muito elegantes, muito bem vestidas (mais do que em Paris, juro!) e o Passeig de Gràcia é uma experiência: muita riqueza, gente bonita e obras de Gaudì aqui e ali. A linda Manzana de la Discordia, La Pedrera, e tantas outras. Como eu fiquei em Gràcia, subi e desci o Passeig pelo menos duas vezes por dia. Uma delícia!

Falando em Gaudì, a Sagrada Familia é sim imperdível, impressionante e emocionante. O Parc Güell também, e talvez tenha sido um dos meus lugares preferidos.

Lotaaaaaaaaaaaaaaaaaaaado de turistas. Tipo eu.

Lotaaaaaaaaaaaaaaaaaaaado de turistas. Tipo eu.

Enfim, foi onde eu fiquei menos tempo (3 dias), e provavelmente onde tive os dias mais puxados: tanto que nem deu tempo de curtir a noite. Em 3 dias a gente viu tudo o que queria ver, mas talvez, se eu pudesse voltar no tempo (e se tivesse tempo de sobra), dedicaria uns 5 dias a Barcelona, para viver o dia e a noite e ter tempo para fazer nada. Quem sabe numa próxima vez…

Madrid-Barcelona – o trem-bala da Renfe

6 de julho de 2009

“Lili, estamos atrasadas!”, minha mãe gritou. Eu nem lembrava, bêbada de sono e de tercios e cañas e copas de vino, que tínhamos que pegar o trem para Barcelona às 8h30. Eram 8h10.

Descemos correndo a rua, arrastando malas, descabeladas, para pegar um táxi para Atocha. Pelos meus cálculos, DAVA. Tinha que dar tempo, Atocha era pertinho, tinha que dar. Paramos o taxista, pedimos pra ele VOAR (em portunhol). Chegamos, subimos a esteira rolante correndo, eu ainda amargando uma ressaca. IA DAR, olha lá o trem na plataforma, vai dar! Vai dar!

E o trem partiu sem a gente. Sério, parecia cena de filme. O trem indo embora, eu praguejando, chorando, PAREM ESSE TREM. Não adiantou, e amargamos um preju de 44 euros para pagar a mudança de horário do trem – fora que tivemos que esperar uma hora até o próximo.

Beleza, uma história engraçada para contar aqui. Apesar disso, eu recomendo MUITO ir para Barcelona de trem, desde Madrid. O trem é o AVE da Renfe, trem de alta velocidade. Chega a incríveis 300 km/h! Dá para comprar a passagem pela internet, e sendo sagaz você consegue a tarifa mais barata, 43 euros. Baraaaaato não é, mas vale a pena pelos seguintes motivos:

– Você sai e chega no centro da cidade, economizando tempo e dinheiro do transporte dos aeroportos até seu hotel/albergue/apartamento
– É muito, mas MUITO mais confortável viajar de trem do que de avião. Tem mais espaço para as pernas, o assento reclina mais, não sacode nem um pouquinho…
– É um trem-bala, po! Vai dizer que você nunca quis viajar de trem-bala?
– É mais rápido do que ir de avião. Ok, Madrid-Barcelona de avião leva 1 hora. Mas se você contar desde o momento em que você sai do seu hotel até a porta do seu outro hotel, vai ver que é mais jogo ir de trem. Não tem check in, não tem despache de bagagem, não tem fila de embarque, não tem nada disso.

Então não bobeie, compre sua passagem Madrid-Barcelona de trem, que é muito mais jogo. Pra comprar é assim.

– Acesse o site da Renfe. USE O INTERNET EXPLORER, senão você não vai ter acesso à tarifa mais barata.
– Selecione o dia em que você quer ir.
– Selecione as estações. Em Madrid é Puerta de Atocha, em Barcelona é a Barcelona-Sants.
– Faça a busca. Escolha a tarifa Web, que é a mais barata.
– Tchanans! Tá comprado.

Só seja esperto e não perca a hora como a gente. Boa viagem ;)

Toledo

6 de julho de 2009

Decidimos ir a Toledo porque minha mãe queria porque queria visitar uma “cidade medieval”. Toledo fica muito pertinho de Madri, menos de uma hora de trem, então decidimos passar um dia por lá, entre muros, em ruas estreitas, respirando ares medievais.

Puerta del Sol, uma das antigas entradas para Toledo

Puerta del Sol, uma das antigas entradas para Toledo

Acordamos cedo e fomos para Atocha pegar o trem. Os trens da Renfe que vão para Toledo são bem bacanas, muito melhores que os de Portugal. O caminho não é bonito, também não é feio, e passa rapidinho. Logo que você começar a ver as industrias de ferro, está chegando à cidade.

Toledo fica na comunidade de Castilla-La Mancha. Sim, a região de Dom Quixote! Mas no caminho de Madrid para lá não vimos nenhum moinho de vento, uma pena.

Poeminha de Miguel de Cervantes

Poeminha de Miguel de Cervantes

Em vários lugares da cidade há referências ao Dom Quixote e ao Miguel de Cervantes, é só ficar de olho que você encontra.

Enfim. Você pega o trem para Toledo (15,20 euros ida e volta) e desce na estação, charmosinha. Fica na cidade de Toledo, mas extra-muros, numa parte moderna. Na estação mesmo você pode comprar um mapa da cidade intra-muros, para se achar no meio de tantas ruelinhas apertadas. Siga o bando de turistas: para chegar nas muralhas você vai levar uns 10 minutos caminhando. É bem legal ver a cidade do lado de fora, e entrar pelas portas imensas é emocionante sim. Eu fiquei ainda mais emocionada por reencontrar meu velho amigo Tejo, que na Espanha chama-se Tajo.

Daí você entra na cidade, e escolhe o que quer ver. A gente ficou andando meio sem rumo. Vimos o Alcázar, super imponente,  a Catedral, nos perdemos nas ruelas, passamos frio, ficamos admirando o Tajo, e até num museu judeu a gente foi.

Mas para ser sincera, Toledo ficou aquém de nossas expectativas. A verdade é que a cidade tem o maior jeitão de pega-turista, sabe? Para visitar qualquer coisa você tem de botar a mão no bolso, e as ruas super medievais estão tomadas de lojas de souvenir de mau gosto. Além disso, é bem lotada de turistas (tipo eu, né?), o que atrapalha um pouco se o que você quer é imaginar como era a vida por lá no século 16.

Se eu pudesse voltar no tempo, não iria para Toledo. Até a parte “menininho” do passeio, de me impressionar com espadas e armaduras, foi um pouco decepcionante. A Armaria Real do Palácio de Madrid é muito, mas muuuito mais legal nesse sentido. Toledo foi um pouco broxante para ser sincera.

Mas pelo menos rendeu boas fotos.

Toledo é uma cidade bege, cor de pedra

Toledo é uma cidade bege, cor de pedra

Aaaaaaaai meu Tejo amado...

Aaaaaaaai meu Tejo amado...

6 de julho de 2009

Preciso voltar a escrever aqui logo, e terminar o capítulo “Europa pela primeira vez” desse blog, porque tem outra viagem prestes a acontecer e eu quero escrever dela também.

Dessa vez vou visitar nuestros hermanos em Buenos Aires.

Vão ser 5 dias pra descansar e fazer passeios não tão turísticos. Mas vai virar post!

Só que antes de Buenos Aires ainda preciso falar de Toledo, Barcelona e Paris. Então vamos lá. A Toledo!