Mea culpa, mea maxima culpa

15 de março de 2011

Gente! Entrei aqui no blog depois de meses abandonado (por mim, blogueira desnaturada) e aprovei tantos comentários! De gente conhecida, de  desconhecidos,  pedidos de dicas, elogios, críticas, tanta coisa!

Fiquei feliz pelo número de comentários e ao mesmo tempo triste comigo mesma por ter deixado o blog largado por tanto tempo.

Então agora é sério: vou voltar a escrever! Até porque em menos de dois meses embarco para mais uma viagem bem legal… no próximo post eu conto pra onde!

Enquanto isso, se alguém tiver alguma dúvida que não foi respondida e quiser mandar de novo, pode mandar nos comentários desse post que eu prometo, juro e garanto que respondo (se eu souber a resposta, claro)

:D

Ah Paris, Paris

11 de abril de 2010

Na correria do dia a dia, faz quase um ano que eu visitei Paris e nunca escrevi nada sobre lá. Mas outro dia mandei um e-mail para uns amigos sobre essa cidade linda, cheio de dicas, e achei que seria uma boa colocar aqui no blog. São dicas bem gerais, mas espero que sejam úteis para quem passa por aqui também.

Em junho eu volto para lá e daí pretendo escrever direito sobre Paris :)

Enquanto isso fique com as dicas e as fotos – todas minhas, favor não roubar ;P

Paris é dividida em arrondissements, são regiões. Começa ali na Île de la Cité, onde fica a Notre-Dame, que é o 1er. E vai crescendo em espiral até o 20ème. Generalizando, os bairros mais perto das atrações turisticas ficam do 1er ao 6ème.

Sabendo como funcionam os arrondissements, fica mais fácil se localizar em Paris. Toda placa de rua informa o arrondissement.

Dica mais importante: compre o Paris Museum Pass. Veja porque:

  • Dá direito a visitar tudo o que interessa, exceto a Torre Eiffel.
  • Com ele você pode entrar quantas vezes quiser nos museus durante o período de validade do passe. Isso é muito bom para o Louvre por exemplo
  • Com o passe você fura várias filas – como a do Louvre e a do Chateau de Versailles – mas não escapa de outras como a das torres da Notre-Dame e da Sainte Chapelle.
  • Com ele você pode acabar visitando museus ou lugares que nao planejou, só porque o lugar está no seu caminho e você tem o passe. E isso pode ser ótimo.

Você pode comprar o de 2 dias (32 euros), 4 dias (48 euros) ou 6 dias (64 euros). Ele passa a valer a partir do momento em que você escreve a data e horário no verso. Então minha recomendação é que você compre o passe de manhãzinha, no primeiro museu/ponto turístico que for visitar. Eu comprei o meu no Musée d’Orsay. Não tinha fila nenhuma.

Museus “obrigatórios”
Louvre – é imenso, nem todos os alertas do mundo te preparam para o que você vai ver. Dica: entre no site do Louvre e planeje sua visita antes de ir para lá. Não tente ver tudo num dia só: você não vai ver nada direito, vai morrer de cansaço e pegar birra do museu. Reserve um dia para cada ala, um dia para ver Grécia, outro pra ver Egito, sei lá. Mas planeje antes.

Parte do museu do Louvre a noite.

d’Orsay – aaaaaaah os impressionistas. Van Gogh, Renoir, Monet, Degas, todas aquelas coisas que a gente sempre viu nos livros da escola. É bem emocionante ver ao vivo. O prédio é lindão também. Não é tão grande quanto o Louvre mas talvez seja bom se planejar antes também.

Não lembro o nome dessa obra ="

Eu e o "Quarto em Arles" do Van Gogh

Centre Pompidou – museu de arte moderna. O prédio é lindinho, a praça em frente é fofa, a fonte Stravinski :~~~~. E a vista lá do alto é linda tambem. Quando eu fui, vi uma exposição temporária do Calder, era linda. Não dei muita bola para o acervo, esse ano corrijo isso.

A Fonte Stravinski. Pena que a fonte não estava cuspindo água

Museus pequenos e adoráveis

L’Orangerie – meu preferido disparado. Tem uma coleção muito legal de impressionistas, mas o mais lindo e comovente são as salas onde ficam as Ninféias do Monet. Só elas valem a visita. São duas salas onde você fica cercado pelas Ninféias. Dá pra passar bons minutos la sentadinho olhando… quem gosta de Monet tem que ir. E o museu é pequeno e tranquilo…

Musée Rodin – meu top 2. Fica numa casa maravilhosa, com o jardim LINDO. No jardim tem um monte de esculturas como O Pensador, a Porta do Inferno, os Burgueses de Calais… dentro da casa tem esculturas e estudos do Rodin e da Camille Claudel.  Fica pertinho do Hôtel des Invalides, onde tá o túmulo do Napoleão. Aliás…

"Valsa", da Camille Claudel. Lindo lindo lindo

Musée de l’Armée/ Les Invalides – É onde tá o túmulo do Napoleão. É bem impressionante. No Musée de l’Armée eu não fui mas já vi muita gente que foi dizer que é bom demais.
Invalides

Panthéon – É onde estão sepultados os grandes homens da França, como Victor Hugo, Braille, Descartes, Marie e Pierre Curie, Alexandre Dumas, Voltaire, Zola… o prédio é sensacional. E o pêndulo de Foucault tá aí também, balangando o dia todo.

Taí o Pêndulo de Foucault

Musée Picasso – Cheio de coisas do Picasso. É legal, vale a visita.

Igrejas imperdíveis
Notre-Dame – vale visitar a igreja bem cedinho, quando está mais vazia. É linda por dentro e por fora – vale olhar ela por trás, quase ninguém lembra. Tem um jardim bonitinho atrás. Daí tem a cripta arqueológica de Notre Dame, eu não vi muita graça, mas fui no fim de um dia, cansada, de repente você tem mais sorte. As torres valem a pena. É uma subida cansativa, de escada, mas a vista é bonita e você vê as quimeras de perto, e o sino do corcunda, NHOM. Se você curte ver as coisas de cima, suba. Mas chegue cedo para evitar fila.

Os fundos da Notre-Dame - não tem turistas! UAU!

Quimeras não são gárgulas! Essas moram no alto da Notre-Dame

Sainte-Chapelle – É fantástica. Os vitrais são maravilhosos. É uma capelinha, onde o Rei Luis IX (a.k.a São Luis) e família rezavam. Também vale chegar cedo pra evitar fila, os grupos que entram para visita são pequenos…

Teto de estrelinhas da Sainte-Chapelle e seus vitrais impressionantes

Sacré-Coeur de Montmartre – é liiiiiiiiiiinda. :~. Vale a pena ir de manhã e passar um tempão zanzando por Montmartre.

Branquinha, linda e imponente

Montmartre fica em uma colina. Suba de funiculaire e desça à pé, zanzando.

Saint Sulpice – é a igreja do Código da Vinci, hahahaha. É legal, tem umas coisas misteriosas, uma praça bonita na frente, e não tem mais tanto fã de Codigo da Vinci lá.

Nenhum risco de encontrar um albino malucão

Pontos turísticos em geral e vistas absurdas
Arco do Triunfo – É demais. Imenso e cheio de detalhes, escudos comemorativos das vitórias do Napoleão, várias coisas. Para entender direito o Arco, recomendo subir. É de escada, um pouco puxado, mas vale a pena. Antes de ir ao topo do arco propriamente dito, onde você vai ver Paris inteira, tem um museuzinho, com uma instalação interativa onde você pode ver pedacinho por pedacinho do arco. Vale a pena.

Torre Eiffel – É linda, claro. Mas subir eu acho opcional. O principal motivo é o seguinte: quando você sobe na torre, vê Paris toda… sem a Torre. FUEN. Mas é legal ver a estrutura da torre por dentro. Enfim, você decide se vale a pena gastar tempo e dinheiro subindo. Eles vendem ingressos separados para os dois estágios da torre, mas se você for subir, compra logo o ingresso até o último estágio. Minha dica: suba na torre de dia e no arco a noite, ou vice-versa. Faça um piquenique no Champ de Mars, o jardinzão aos pés da torre.

Do alto da Torre, o Sena a perder de vista

Clássico, sem dúvida

Place des Vosges – Uma praça linda, linda, toda simétrica, cercada de prédios lindos, no bairro mais legal de Paris. Se o dia estiver bonito vai estar cheio de gente deitada na grama, crianças brincando na areia…

Place des Vosges num dia lindo de sol

Jardin des Tuileries – é o jardinzão imenso em frente ao Louvre. Vale andar ele inteiro, L’Orangerie fica aí também. Tem um “laguinho” lá, já perto da Place de la Concorde cercado de cadeirinhas, delícia passar tempo lá.

Jardin des Tuileries, liiiindo

Jardin du Luxembourg – é maravilhoso mas um pouco mais formal. Não pode sentar na grama por exemplo. Vale muito visitar. Também tem um “laguinho” onde as crianças brincam com barquinhos…

No Luxembourg não pode sentar na grama mas é cheio de cadeirinhas

Canal Saint-Martin – não é muito turístico. É legal andar nas margens e sacar como é a Paris dos moradores, ver a galera voltando do trabalho, tomando uma cerveja na beira do canal, pescando (!)…

Canal Saint Martin é um charme. Sente pra tomar uma cervejinha na margem do canal

Batobus – se você quiser passear de barco pelo Sena eu acho que é a melhor opção. Os outros (bateaux de paris, etc) dão uma voltinha, sem paradas, com guia falando o caminho todo. O Batobus funciona como esses onibus hop in hop off, você sobe e desce quantas vezes quiser nas paradas, durante um dia. É legal para ver a torre, a notre-dame, as coisas de outro ângulo.

Navegando pelo Sena

PARA COMER
– Melhor Falafel do mundo é no L’As du Falafel, fica na Rue des Rosiers, no Marais, onde tem vários outros restaurantes de falafel e judaicos. Coma na rua, é mais barato e mais TRU
– Para lanchinhos, tem Brioche Dorée e Paul, sanduiches gostosos, preço bom. Tem também vendedores de crepe e galette na cidade inteira, aproveite.
– Para doces, La Durée, especialmente a da Rue Bonaparte. Tem na Champs Elysées tbm. Coma macaron de limão e depois me agradeça :P
– Eu jantei em um restaurante tipicamente francês e nada turistico chamado Le Vin qui Chante, na Opera. Comi um porquinho muito bom e uma sobremesa de chorar, brioche perdu com frutas confit. Inesquecível.

Para showzinhos
Eu fui no La Maroquinerie, sempre tem umas coisas legais lá, o lugar é pequeno, para 500 pessoas e som EXCELENTE
Tem também o Nouveau Casino
E o le Bataclan
E o Le Zenith

E aqui um videozinho sobre a cidade que eu fiz

Dúvidas? Críticas? Correções? Deixe um comentário que eu respondo!

Ah, Lisboa

11 de março de 2010

Morro de saudade de Lisboa. Pelo menos uma vez por semana algo me faz lembrar dos dias que passei por lá. Um cheiro, uma ponta de nariz gelada, um ventinho, um sotaque, uma foto.

Hoje foi um vídeo lindo, lindo que a Carol colocou no blog dela e que eu tomo a liberdade de colocar aqui também.

Coisa linda.

Para lembrar dos meus passeios lusos, clica aqui.

Buenos Aires 101

24 de fevereiro de 2010

Eu não sou uma grande especialista em Buenos Aires nem nada. Fui para la só duas vezes. Mas como maníaca por planejamento, já li muito sobre a cidade. Algumas das coisas que eu li eu conferi in loco, outras estao na lista para as futuras visitas que hão de acontecer. Porque Buenos Aires é pertinho e ridiculamente barato. E é linda e uma delicia para visitar.

Como ir
Eu fui de Gol as duas vezes em que fui. Tinha o melhor preço e um monte de voos. O serviço é um lixo e o avião apertado, fato, mas de São Paulo são 3 horinhas de voo então dane-se, já passei mais tempo em pé em ônibus lotado, sem ganhar nem barrinha de cereal. Você vai chegar no aeroporto de Ezeíza, que fica nos arredores de Buenos Aires. Agora atenção. Desembarcando, depois da imigração, PRESTE ATENÇÃO. Vai ter um quisoque para trocar moeda lá. NÃO TROQUE DINHEIRO LÁ. O câmbio lá é criminoso. Falaremos sobre como levar dinheiro para lá mais pra frente.

Como sair de Ezeiza
Táxi ou Remis (que é um carro com motorista). Diz que tem serviço de ônibus que liga o aeroporto ao centro, eu nunca usei. Minha dica para táxi ou remis é a seguinte: espere para contratar o serviço depois que sair do desembarque. O preço dentro do desembarque é significativamente maior e o serviço é o mesmo. Fique atento com pessoas que vão tentar pegar sua mala e te arrastar até um táxi. O melhor a fazer é pegar a fila do quiosque Taxi Ezeiza e fechar lá com eles, você pode inclusive pagar com cartão de crédito, o preço é fechado e você não leva sustos. Eu acho que o trajeto Ezeiza – Centro está por volta de uns 100 pesos, mas posso estar errada. Enfim, tudo é meio tabelado lá.

Como chegar no lugar onde você vai se hospedar.
Olha, se você falar pro taxista “Calle Talcahuano, 1280″, ele não vai fazer ideia de onde é. Mas se você falar “Talcahuano y Paraguay” ele vai saber. Procure saber qual o cruzamento de ruas mais perto de onde você vai ficar e use como referência. É assim que eles fazem, você pode pagar de local :P

Dinheiros
Já levei Visa Travel Money e dólar, já levei reais e cartão de crédito. Nunca me senti lesada. Heh. Mas se eu fosse voltar hoje em dia, faria o esquema de levar reais + cartão de crédito. Trocar reais por pesos lá é super tranquilo, só vale ficar atento para conseguir um bom câmbio. No aeroporto, troque no Banco de la Nacion. NUNCA TROQUE NA ÁREA DE DESEMBARQUE, a menos que você queira pegar um atestado de otário. Fique esperto porque no sábado e especialmente no domingo fica mais difícil achar casas de câmbio abertas, e as que abrem enfiam a faca na cotação do real. Troque seu dinheiro do fim de semana antes. Os cartões de crédito são bem aceitos lá, mas menos do que no Brasil. Vale sempre ter um dinheirinho a mão. E, na pior das hipóteses, eles tão topando até pagamento com real mesmo, nas lojas e restaurantes :P. AH. Diz que o mais espero mesmo é falar com seu banco antes de viajar e pedir para eles liberarem a função cartão de débito do seu cartão também em terras estrangeiras. Eu nunca fiz isso, mas pretendo fazer da próxima.

Básico: não troque seu dinheiro todo de uma vez. Troque aos poucos. Senão você corre o risco de voltar para o Brasil com pesos na mão, e vai perder dinheiro…

Onde ficar
É sua primeira vez em Buenos Aires? Então fique no chamado Microcentro, perto da Calle Florida, da Avenida de Mayo, da 9 de Julio, do Tortoni, da Casa Rosada, do Teatro Colon, etc etc etc. É uma região super movimentada – principalmente durante a semana – com ônibus, metro, taxis para todos os lados, milhões de pontos turisticos, lojinhas, restaurantes com menu turistico, kioskos, casas de câmbio e tudo que um turista de primeira viagem pode precisar. Numa segunda (ou terceira ou quarta…) visita, fique em seu bairro preferido! Eu particularmente amo a Recoleta e Palermo Soho, mas há quem adore San Telmo…

Hotel? Albergue? Sonho da casa própria?
SONHO DA CASA PRÓPRIA. Eu sou uma defensora do aluguel de apartamentos de curta temporada. Pode ser bem mais barato que albergue, com muito mais conforto, com a possibilidade de brincar de casinha, beber vinho barato comprado no supermercado… os apês de Buenos Aires eu alugo nesse site aqui: www.alsolbaires.com.
Mas se você quer mordomia, se joga no hotel. Se quer fazer amigos, se joga no albergue. Só que desses dois eu não tenho indicações…

Como eu me viro lá pela cidade?
Pegou um mapa no aeroporto? Se sim, é um bom começo. Se não, pode pegar um nas Galerias Pacifico, é grátis. Buenos Aires é muito agradável para caminhar, a cidade é quase toda plana, e cheia de prédios charmosos e pracinhas lindas. Fique esperto com sua bolsa ou mochila (eu fui furtada lá) e pode bater perna a vontade. Dá pra andar pelo microcentro inteirinho. Com ânimo, dá pra ir do Microcentro para a Recoleta andando pela Avenida Alvear, uma das mais elegantes da cidade. Ou do Microcentro até San Telmo. Para ir até Palermo ou para a Boca, vá de táxi. Ce sabe (rá), é muito barato. MUITO MESMO.

Se você é pão duro e quer andar de ônibus, os roteiros estão aqui – http://www.xcolectivo.com.ar/.

Metrô eu não recomendo. “Mas mas mas o metrô é antiguinho e eu quero brincar de local”. OK ENTÃO. Faça a coisa certa: vá à estação Peru, que é a que foi conservada como as estações de antigamente, e pegue o metrô até a estação Rio de Janeiro. Tome um chá da tarde no Las Violetas, volte para o centro e desencane do metrô. Qual a graça de visitar uma cidade por baixo dela? Nenhuma, né? E o táxi é barato mesmo, pode acreditar. Você atravessa a cidade por 20 pesos (10 reais). Mas se quiser saber mais do metro – http://www.subte.com.ar

Logo mais vem a parte dois. Mandem suas dúvidas e dicas!

Férias 2010 – O caminho das pedras para hospedagem

24 de janeiro de 2010

Eu amo caçar oportunidades de hospedagem. O lugar ideal, pra mim, é um cantinho bonito, confortável, bem equipado, bem localizado e barato. Não necessariamente nessa ordem. Sou uma defensora ardorosa dos apartamentos/studios, mas às vezes procuro albergues ou hotéis, se vou ficar poucos dias no meu destino.

Por que apartamento?
Antes de qualquer coisa, eu fico mais a vontade em apartamento. O que algumas pessoas veem como vantagem – ter uma arrumadeira todos os dias – me faz ficar desconfortável. Eu gosto de voltar pra “casa” quando estou viajando, e ver que as coisas estão como eu deixei, ainda que em desordem. Além disso, ficar em um apartamento, onde você pode cozinhar, pode baratear bastante sua viagem. E é uma delícia brincar de casinha em uma cidade estrangeira. Ir à padaria pela manhã, fazer compras no supermercado, encher sua geladeira de delícias, abrir um vinho antes de dormir… Eu insisto: é mais confortável (e geralmente mais espaçoso) que hotel, por preço mais baixo que albergue. Por isso, apartamento.

Tá bom, apartamento. Como escolher?
A
primeira coisa que eu tento definir é em que região eu quero alugar o apartamento. Pra isso vale sair perguntando para os amigos que já viveram ou visitaram o lugar, ou procurar dicas em blogs especializados, como por exemplo o Viaje na Viagem, do Ricardo Freire. Definido o(s) bairros onde você gostaria de ficar, parta para o ataque. Procure no Google “nome_da_cidade short term rent” e comece a pesquisar.

Tem dois jeitos que eu sei de alugar. Um é usando agências, como por exemplo essa aqui que eu usei em Buenos Aires. Elas fazem a ponte entre o proprietário e o cliente (você!) e daí ganham uma comissão em cima do valor que você paga. Outro jeito é negociar diretamente com o proprietário. Pra isso eu uso o Homelidays, que é uma espécie de rede social de pessoas que alugam apartamentos de temporada. Você vai lá, pesquisa, analisa bem, entra em contato com a pessoa e fecha negócio.

Antes de fechar negócio eu sempre confirmo as informações do anúncio e peço o endereço exato do lugar. Daí é hora de colocar o Google Maps para funcionar. Jogue lá o endereço e descubra se o apartamento descrito como bem central em Barcelona na verdade não fica pra lá de Barceloneta. Ou se a tal rua tranquila não é uma super avenida movimentada. Se o metrô é perto de verdade ou não. Enfim. Use o Google Maps a seu favor. Olhando pelo street view dá pra ver até a fachada e a janela do apê (olha minha casinha de Lisboa do ano passado que fofa! Minha janela era a do térreo, da esquerda :~~~~).

Tá tudo certo? O apê é bonitinho por fora? A localização tá boa? As avaliações no site são positivas (isso é o mais importante!)? Então se jogue. É bastante comum os proprietários pedirem uma parte do aluguel adiantado, como garantia de que você realmente vai aparecer na data combinada. “E agora, Ligia, como eu faço pra mandar dinheiro pra gringa?” Bão, eu já usei Western Union, mas eles cobram uma taxa meio bizarra, então eu recomendo que você tente negociar com o proprietário o pagamento por PayPal. Também é normal que eles peçam um valor na sua entrada, como caução – vai que você quebra a TV de Plasma novinha deles, né? Esse valor é geralmente pago em dinheiro e devolvido no último dia de estadia, quando o proprietário vai recolher as chaves e verificar o estado do apê.

Não tem mistério! Só é bom se garantir no inglês, para as negociações não terem erro. Até hoje eu não tive problemas.

OW! Eu não quero ficar em apê! Eu quero hotel ou albergue!
Sério?! Po… então tá. O que eu recomendo é que você pesquise os hotéis ou albergues em sites como o TripAdvisor, ou o HostelWorld, ou o Hotels.com, fique de olho nas avaliações, nos prós e contras, e… boa estadia!

Férias 2010 – Hospedagem

24 de janeiro de 2010

Eu sou a malucona do planejamento de viagem. AMO. Geralmente eu coto a passagem com minha agente, porque acho que ela consegue umas tarifas que eu não consigo, mas a hospedagem fica por minha conta.

Dessa vez, imagina, são cinco ou seis cidades (Amsterdam não conta porque vou ficar na casa da minha amiga, né?). E com particularidades em cada lugar. Na Itália vou viajar com a minha mãe, então melhor evitar andares altos sem elevador, e o banheiro é melhor que seja privativo, etc e tal. Em Barcelona vou estar com mais 4 pessoas, então precisávamos de um apartamento espaçoso. Em Paris e na Bélgica, vou estar com um amigo, num esquema qualquer coisa tá bom e tal.

O primeiro lugar que procurei foi Barcelona – até porque o planejamento da viagem começou por lá. Eu queria algo que fosse indiscutivelmente vantajoso pra todo mundo – pra ninguém querer desistir e ir para um albergue. Era legal que o apê fosse perto de onde vai rolar o Primavera Sound, e perto de estações de metro. E perto também das grandes atrações da cidade, já que de todo mundo que vai ficar nesse apê, eu sou a única que tá indo pra Barcelona pela segunda vez.

Depois de olhar uns 3 apartamentos, achei um que parecia muito bom, entre o Parc de la Ciutadella e a Sagrada Familia, a poucos quarteirões do Barri Gotic, e a poucos quarteirões da praia. E a uns 4 km do lugar do show – com ânimo dá até pra ir à pé, vai. Mas sem ânimo, tem metrô pertinho. O apê tem 3 quartos e lugar para 6 pessoas. E vai custar 20 euros por pessoa por dia. :D

Barcelona resolvido, fui pesquisar Roma. Deu trabalho, mas achamos um apartamentinho térreo muito bem recomendado no Trastevere, que segundo eu pesquisei, é um bairro movimentado a noite, com vários restaurantes e bares e gente na rua. Curti. Nossa outra opção era ficar na região do Termini, mas as descrições da região nos desanimaram. O apartamentinho não tem nada de mais, nem TV, só um canto pra gente dormir, uma cozinha pequenininha e um banheiro. Tá ótimo. Vamos pagar 37 euros por dia, cada uma.

Em Florença resolvemos ficar no mesmo lugar que meu irmão ficou ano passado, e que ele recomendou fortemente. Vamos ver se o gosto dele bate com o nosso. É um albergue bem no meio de Florença, parece bem arrumadinho, o dono foi muito atencioso. Cada noite custa 28 euros por pessoa. Mas esse aqui não tem banheiro privativo, ai ai ai…

Em Veneza, quem deu a dica foi o Mac. Um Bed and Breakfast em San Stae, onde ele ficou ano passado com a Lili e amou. Aliás, vejam as fotos de Veneza do Mac e da Lili. Me dá arrepios de ansiedade toda vez que eu vejo. Nesse aí a gente vai pagar 42,5 euros por dia, por pessoa. Salgadinho, mas vai valer a pena.

Em Paris, eu bem tentei fugir do Marais, mas uma força estranha me arrasta pra lá. Hah. Encontrei um apê que me ganhou pela vista. É só olhar pela janela e você dá de cara com os canos coloridos do Beaubourg. É só descer pro térreo (de elevador, olha que milagre!) e você está na escadaria do metrô Rambuteau. Alguns poucos quarteirões e você está na Île de la Cité. Será que eu consegui um apê ainda melhor do que o do ano passado?! O preço é amigo, 33 euros por noite, por pessoa. Aiaiai.

Os apartamentos todos eu achei no Homelidays, como fiz no ano passado. Tomara que seja uma experiência boa, como tem sido desde que entrei nessa de alugar apartamento. Sou super defensora desse estilo de hospedagem, acho infinitamente melhor que hotel, e na maior parte das vezes sai mais barato que albergue (sem contar o conforto…).

Pra alugar apartamento você pode procurar por uma agência, ou negociar diretamente com o proprietário – o que sai mais barato. No Homelidays negocia-se direto com o proprietário. Como não há garantias, o negócio é feito meio na confiança, eu aconselho sempre ficar de olho nas avaliações que cada apartamento/proprietário recebeu (lá no pé da página de cada anuncio), e prestar muita atenção na descrição do apartamento, o que tem e o que não tem. Escolha bem e as chances de dar errado são muito pequenas.

Eu só não procurei apartamento em Florença e Veneza porque só vamos ficar 3 noites em cada lugar, e daí não é tão vantajoso alugar apê. Mas se alguém tiver alguma recomendação, pode deixar aí nos comentários!

Ah! Veja aqui onde eu fiquei, ano passado, em Lisboa, Madrid, Barcelona e Paris. Com vídeos!

Férias 2010 – pra onde eu vou?

18 de janeiro de 2010

Não vou mentir: estou pensando nas férias de 2010 desde que voltei das férias de 2009. Eu amo meu trabalho, mas gosto muito mais de ficar de papo pro ar, viajando de preferência.

Mas que difícil decidir o que fazer das férias! Por muito tempo minha convicção era: vou ficar em São Paulo mesmo, economizando dinheiro, quero comprar um apê, estudar fora, ou qualquer coisa assim. Mas o bichinho viajador é fogo. E daí eu decidi que ia pra NY com minha mãe. Porque a gente nunca foi para os Estados Unidos, e a passagem tá baratinha, meu irmão acabou de voltar de lá empolgado, etc etc etc.

Cotei passagens e comecei a pesquisar hospedagem. E comecei a passar nervoso. FOI MAL, pra mim 100 dinheiros a diária é CARO, e eu não tava achando nada mais barato que isso por lá. E o que achava na faixa dos 100 dólares era MUQUIFO. Eu sou obcecada por achados, gosto de ficar em lugares legais e baratos, e essa busca sem resultados positivos por hospedagem em NY tava me frustrando muito.

Daí que um amigo meu um dia me diz: “Ligia, comprei o ingresso pro Primavera Sound“. O Primavera vem a ser um festival de música em Barcelona que é reconhecidamente um dos mais bacanas do mundo. Os palcos são de cara para o mar Mediterrâneo. E no line up desse ano estão bandas como Pavement, Wilco e Pixies. Arrepiei.

Eu não gostei muito de Barcelona, confesso. Não me emocionou. Eu nem achei que fosse voltar pra lá tão cedo. Mas daí outro amigo meu comprou ingresso pro festival. E outro. E as datas do festival coincidiam bem com a época em que eu gosto de tirar férias. Hm… entrei no site e comprei meu ingresso. Pronto. Estava decidido meu destino nas férias: Europa again.

Mas e a tradição de viajar com minha mãe nas férias? Dessa vez eu iria viajar com os amigos e largar ela por aqui? Sacanagem, né? Conversei com ela e acertamos que antes de eu ir para Barcelona, iríamos juntas para outro lugar. Pensamos, pensamos e decidimos ir para a Itália. Roma, Florença e Veneza, o basicão para uma primeira vez. De Veneza ela volta para o Brasil, e eu sigo para Barcelona.

Muito bem. Mas eu que não quero ir para a Europa para ficar só 15 dias. Decidi que ia para Amsterdam visitar uma amiga que mora lá. Só que entre Barcelona e Amsterdam existe um país-zinho besta chamado França, e uma cidade irresistível chamada Paris. Convoquei um dos amigos que vão estar em Barcelona para seguir comigo: uma semana em Paris, uns dias em Amsterdam.

Masssss entre Paris e Amsterdam rola uma Belgiquinha. O que custa alugar um carro em vez de pegar um trem ou avião e enfrenttar os 500 e poucos km que separam Paris e Amsterdam de carro? Então esse é o plano: sair de Paris de manhãzinha, parar em alguma cidade da Bélgica (sugestões?), encher a cara de cerveja, dormir uma noite por lá e no dia seguinte seguir para Amsterdam.

Então ficamos assim: SP – Roma – Florença – Veneza – Barcelona – Paris – algum lugar na Bélgica – Amsterdam – SP. UFA. Coragem para essa maratona.

Estou ansiosaaaaa! Socorro! No próximo capítulo, passagens e hospedagens, essa eterna luta.

VOLTEI!

18 de janeiro de 2010

Ah gente, esse blog tá tão largadinho. Nem terminei de escrever sobre Barcelona, fiquei em falta com Paris, e depois disso ainda fui pra Buenos Aires e para a República Dominicana, altas viagens, mil coisas para contar, e eu não me dei ao trabalho de voltar aqui pra escrever… =\

Foi mal. Eu não desisti do blog e inclusive quero escrever sobre esses lugares todos, mas agora minha cabeça tá a mil com outra coisa: minha próxima viagem de férias. YEAH. E organizar viagem dá trabalho, é tenso, então achei que seria uma boa ir anotando os passos do planejamento da viagem aqui no blog. Sei lá se vai interessar a alguém, sei lá se alguém ainda lê isso aqui, mas vai ser bom até pra eu me organizar…

Então vou começar uma série FÉRIAS 2010, e se alguém ainda tá lendo aqui e quiser me ajudar no planejamento, bora!

Catedral de Barcelona, Barri Gotic, o Mediterrâneo e o dia em que mais caminhei na vida (até então)

14 de julho de 2009

Na hora de planejar a viagem, decidimos, minha mãe e eu, que iriamos passar uma semana em cada país. Na hora de dividir os dias entre Madri e Barcelona, nos pareceu razoável deixar 4 dias para Madrid e 3 para Barcelona. E realmente foi uma boa decisão, mas o resultado foi que nossa estadia curta em Barcelona requeriu muito ânimo e despertador tocando logo cedo para dar conta de fazer tudo que a gente queria fazer.

Daí é legal falar que, poxa, são férias, a gente devia se dar o direito de descansar (e fizemos isso em Lisboa, dormindo até tarde alguns dias e curtindo uma preguicinha), mas por outro lado era nossa primeira vez por lá, e quem disse que a gente resiste a fazer maratonas turísticas, ainda mais passando por lugares bonitos e em um dia perfeitamente ensolarado – mas friozinho na sombra?

Então naquele sábado a gente madrugou e foi direto para a Catedral de Barcelona. Bela caminhada, com direito a Passeig de Gracia, Plaça de Catalunya, Ramblas e um pouquinho de Barri Gotic. Ao chegar lá, a decepção. A fachada estava coberta com um mega banner da Telefònica, que patrocina a reforma da Catedral. Po!

Banner uó :(

Banner uó :(

Depois meu amigo Gus, que mora lá há uns 5 anos, me contou que nesse tempo todo ele nunca viu a fachada da igreja, porque ela está em reforma desde essa época. QUE VACILO, fiquei realmente decepcionada.

O coro, deslumbrante. Acho que mais que o altar inclusive

O coro, deslumbrante. Acho que mais que o altar inclusive

Mas beleza. Por dentro ela é linda, e de fato não estava lotada. Valeu a pena acordar cedo pra ir pra lá. As capelas são lindas, o coro é todo cheio de detalhes, vale a pena gastar tempo observando. Tem um elevador meio escondido que te leva para o telhado (sim, eu sou meio obcecada por SUBIR nos lugares. Torres, telhados, de escada ou elevador. Eu curto ver as coisas por cima), e é muito legal, a vista da cidade é linda e diferente da vista da Sagrada Familia. Você não fica tão no alto e tal. Paga-se um dinheirinho pelo passeio de elevador, uns 2 ou 3 euros.

Olha uma gaivota que bonitinha :) Achou?

Olha uma gaivota que bonitinha :) Achou?

Por fora ou por dentro da Catedral você pode chegar ao claustro, que tem um jardim bonito, com uma fonte, patos e peixinhos. Mas a essa hora já estava tudo lotado demais. Que bom que acordamos cedo! Seguimos nosso caminho pra fora da Catedral cheiona.

Lindo, lindo. Mas faltava paz naquele sábado de manhã

Lindo, lindo. Mas faltava paz naquele sábado de manhã

Daí fomos caminhando pelas ruelinhas do Barri Gotic meio sem rumo. As ruas já são uma atração, estreitas, escuras, úmidas. Andamos, andamos e fomos parar na Plaça Reial, super bonita, cheia de barzinhos e quetais em volta. Me deu uma invejinha das pessoas que estavam por lá de bicicleta, então fica a dica, deve ser ótimo alugar uma bike ou pegar uma excursão de bicicleta… a cidade é plana, cheia de ciclovias, super convidativa pra pedalar.

Bom lugar para esticar as pernas e descansar um pouquinho. Foi o que fizemos

Bom lugar para esticar as pernas e descansar um pouquinho. Foi o que fizemos

De lá pegamos as Ramblas e andamos até o Port Vell. Na boa, todo mundo fala das Ramblas, eu não achei muita graça. Valeu, gente fazendo estátua viva e pintanto retratos ruins eu vejo no centro de SP. Acho que nem fotografei, achei chatão mesmo.

Já portos, barcos e mar eu adoro.  :)

Aí sentamos para comer uma maçã e tomar um solzinho. Tava frio, juro.

Aí sentamos para comer uma maçã e tomar um solzinho. Tava frio, juro.

Andamos, andamos, andamos (e andamos, e andamos) beirando o mar. Belas paisagens, pessoas maravilhosas e uma banda ali, outro artista de rua acolá… dá nervoso só de pensar como deve ser o verão lá, uma coisa “tudo acontece aqui e agora”. Deve ser foda (mas não pra mim, que detesto temperaturas acima de 25 graus).

Daí chegamos em Barceloneta, que eu imaginei que seria um bairro tosco e nem é. É charmosinho, de pescadores, com casinhas, uma fofura! A praia é estranha, devo dizer. Tem sistema de som, uma areia que parece de construção, gente fazendo topless (isso é legal!) gente tomando sol de underwear… divertido, vá. Tomei coragem, troquei meus tênis por chinelos e pus o pezinho no Mediterrêneo, verdinho, salgado (duh) e geladíssimo.

Cheia de sinalizações, sistema de som, tá mais pra parque do que pra praia...

Cheia de sinalizações, sistema de som, tá mais pra parque do que pra praia...

Seguimos caminhando. Vimos velhinhos jogando dominó, crianças brincando num brinquedo todo de design ousado (hah), e um patinador que quase atropelou uma senhora. A senhorinha xingou: BOLUDO!; e recebeu como resposta um BOLUDA! que arrancou risos de todo mundo que estava perto. Po, tava um clima genial, eu queria ficar lá a beira-mar pra sempre. Mentira, não queria não. Mas que estava bom, estava.

Seguimos andando (ééééé) até chegarmos no Port Olimpic, em frente à Vila Olímpica. Olha, isso é bem particular, mas eu me emocionei com todas as coisinhas que me remetiam às Olimpíadas de Barcelona, são os primeiros Jogos Olímpicos de que me lembro com clareza. Passeamos por lá um pouco, é uma área muderna, com esculturas e prédios imensos e tal.

Esse aí é o Peix d'or, de Frank Gehry. Não sei se gosto.

Esse aí é o Peix d'or, de Frank Gehry. Não sei se gosto.

Tá. Aí, adivinha: andamos. Fomos beirando o Parc de la Ciutadella até chegarmos ao Passeig de Lluis Companys, onde fica o Arc de Trionf de Barcelona. No sábado tava rolando uma feira lá, a Feria de la Tierra. Cheeeeeeia de coisas naturebas, uma delícia. “Almoçamos” uma quiche de queso y vegetales maravilhosa. Devia ser a fome, comemos aquilo em cima de um pedaço de papelão, e parecia um MANJAR. Hehehehe.

Feria de la tierra, recomendo! Lá no fundo, o Arc de Triomf :)

Feria de la tierra, recomendo! Lá no fundo, o Arc de Triomf :)

Daí de lá fomos para casa, em Gracia. Pra descansar? NÃO. Pra pegar a encomenda que o meu amigo Gus fez pra mim: Tangs de sabores diversos. Acho hilários esses pedidos que brasileiros expatriados fazem, serião. TANG? SUCO TANG? Levei uns 30 pacotinhos. Daí toca descer o Passeig de Gracia inteirinho de novo, até a Plaça de Catalunya, onde ele trabalha. Sentamos num barzinho ali no comecinho do Raval (acho), bebemos muitas cervejas e colocamos a conversa de anos e anos em dia. Delícia :)

DAÍ SIM voltamos pra casa (andando de novo). Eu calculei essa rota no Google Maps, deu uns 25 km. Sério. Não foi à toa que na volta pra casa eu tive que sentar várias vezes nos bancos do Passeig de Gracia. E até derramei umas lágrimas de dor no pé. Mas faria tudo de novo, igualzinho! :)

Sagrada Familia

12 de julho de 2009
Né? Portico de la Passion.

Né? Portico de la Passion.

Chegamos em Barcelona na hora do almoço, nos instalamos no apartamento e depois de almoçar em um restaurante peruano (!) perto de casa resolvemos ir até a Sagrada Familia. Não era muito longe do apartamento e nos pareceu uma boa ideia fugir da chuva num programa indoor.

Dona Regina sorridente com o guarda-chuva madrileño

Dona Regina sorridente com o guarda-chuva madrileño

Bom, é até bobagem dizer isso, mas a Sagrada Familia é OBRIGATORIA. Sério. É uma igreja monstruosa, com uma história comovente, feita por um gênio, e que ainda está em construção. Quando eu lia que a Sagrada Familia estava em construções e tal, não fazia ideia do que isso realmente queria dizer. Então quando eu entrei na igreja foi um choque: alou, isso aqui é um canteiro de obras! Com cheiro de cimento fresco, e homens trabalhando por toda a parte.

Canteiro de obras de luxo

Canteiro de obras de luxo

Passado o choque inicial você começa a observar os detalhes. Eu não conseguia parar de pensar no quanto deve ser sensacional você participar da construção de uma obra tão grandiosa e importante. E projetada por Gaudì, po! Os vitrais, as colunas, as fachadas, os pináculos… é tudo de chorar de lindo.

O teto, as colunas super orgânicas, tipo árvores e seus galhos...

O teto, as colunas super orgânicas, tipo árvores e seus galhos...

Se você não tiver medo de altura pegue o elevador que leva às torres: você vê os pináculos de pertinho e ainda tem uma vista linda da cidade. Não perca também o museu que tem lá: você vai poder ver fotos, maquetes, projetos, várias coisas que vão te fazer entender melhor a cabeça louca do Gaudì. Vale cada minuto de fila e cada centavo de euro (o ingresso da Sagrada Familia custa 11 euros, o elevador acho que é 3 euros)

Lá em cima. Muito frio, uma vista de tirar o fôlego e os pináculos logo ali

Lá em cima. Muito frio, uma vista de tirar o fôlego e os pináculos logo ali

Ah! Foi na Sagrada Familia que eu vi um dos homens mais lindos da viagem toda – um segurança INCRIVEL que ficava perto dos elevadores. Aliás, em termos de homens bonitos, a Espanha foi um espetáculo. ;)

OBRIGATORIO. Sério. É uma igreja monstruosa, com uma história comovente, feita por um gênio, e que ainda está em construção. Quando eu lia que a Sagrada Familia estava em construções e tal, não fazia ideia do que isso realmente queria dizer. Então quando eu entrei na igreja foi um choque: alou, isso aqui é um canteiro de obras! Com cheiro de cimento fresco, e homens trabalhando por toda a parte.
Passado o choque inicial você começa a observar os detalhes. Eu não conseguia parar de pensar no quanto deve ser sensacional você participar da construção de uma obra tão grandiosa e importante. E projetada por Gaudì, po! Os vitrais, as colunas, as fachadas, os pináculos… é tudo de chorar de lindo.
Se você não tiver medo de altura pegue o elevador que leva às torres: você vê os pináculos de pertinho e ainda tem uma vista linda da cidade. Não perca também o museu que tem lá: você vai poder ver fotos, maquetes, projetos, várias coisas que vão te fazer entender melhor a cabeça louca do Gaudì. Vale cada minuto de fila e cada centavo de euro.

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